Em pleno sábado tive que acordar antes das 9hs para passar o dia todo na Beauty Art. Às 10hs já fui encaminhado para um salão na frente do prédio para cortar cabelo. Sugeriram passar uma escova também. Sem comentários.
Não me lembro do nome do salão, mas fica na Av. Aclimação quase esquina com o Pires da Mota. Inacreditável como aquilo estava cheio nesse horário, e o mais engraçado é que a maioria dos clientes eram orientais.
A menina que cortou meu cabelo era uma japonesinha esguia e simpática. Como em matéria de estética sou pra lá de lacônico, aceitei as sugestões dela. Fiquei impressionadocom sua velocidade e precisão: em 5 minutos ela deixou meu cabelo na forma mais decente que já vi. Os R$ 35,00 mais bem gastos com cabelos de toda minha vida.
Erika tinha acabado de chegar quando voltei do salão. Enquanto ela ficava escolhendo e experimentando vestidos, fiquei fuçando a biblioteca do lugar: graças a Deus, havia bastante livros e revistas técnicas de fotografia e informática. Ia ser dureza ter que ler Carícia, Caras até as 13hs.
Início da sessão de fotos. O fotógrafo se chama William, é filho da professora e um garoto gente fina. Vi o pessoal montar o ambiente e me pediram para trocar de roupa. O baile de fantasia começou.
Erika estava linda, com um vestido de noiva "tomara que caia" e eu estava parecendo um soldado prussiano. Como estava com uma espinha perto do queixo, resolveram me encher de base no rosto. A suprema vergonha: me obrigaram a usar batom. Pronto, tive meu dia de travesti.
Poses, poses e mais poses. Então descobriram que meus olhos ficavam quase fechados quando estava sorrindo. Aí o William comentou: "é, precisamos aumentar seus olhos com Photoshop". Eu só pensei: porra, podiam ter me poupado da maquiagem então, né?
Segundo traje: Erika estava com outro vestido de noiva, desta vez bem mais tradicional que a primeira. O noivo aqui estava de pinguim branco, com gravata borboleta. Não pude resistir à brincadeira depois de ver o garçom no espelho. Fui até onde as meninas estavam se maquiando e perguntei: "madame, água ou guaraná?". Hilariante.
Terceiro traje: estou de smoking azul escuro e a Erika me aparece com mechas ruivas e um vestido lilás. Meu comentário: nem pense em fazer isso depois que sairmos daqui.
Quarto traje: Erika de Qipao (vestido de gala chinesa) e eu de mandarim. Aí o William quis que eu usasse o chapéu do imperador Qing. Recusei no ato e disse que só faltava botar a trança dos manchus também. Quase bati nele quando me disse que eles tinham o apetrecho. No final, me pediu para fazer poses de kung-fu. Bom, já que estava passando por micos mesmo, vamos para mais um, né?
Último traje: Erika de kimono e eu de hakama. Que tragédia. O hakama que me arrumaram era tão curta que quase dava para ver meus joelhos. E ainda tentaram me vestir na forma errada, com o keikogi acima do hakama. Cacilda, a parte mais bonita do hakama é o nó da faixa. O haori foi mais engraçado: eu não estava achando a saída da manga.
Aí começaram as fotos mais dolorosas. William me pediu para carregar a Erika nos braços, nas costas, etc. Como a roupa era muito escorregadia e ela não é exatamente magrinha, penei para segurá-la conforme solicitado. Para piorar, ela ficava gargalhando quando carregava ela, tornando o trabalho mais pesado ainda.
Sessão terminada, graças a deus. Nunca imaginei que trocar trajes e tirar fotos seria tão cansativo. Saí de lá acabado. Mas foi divertido e vamos esperar o resultado das fotos para escolher para o poster e os convites.